segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Último discurso de Martin Luther King


Frequentemente imagino que todos nós pensamos no dia em que seremos vitimados por aquilo que é o denominador comum e derradeiro da vida, essa alguma coisa a que chamamos morte.

Frequentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não num sentido angustiante.

Frequentemente pergunto a mim mesmo que é que gostaria que fosse dito então eu deixo aqui com vocês a resposta.

Se vocês conseguirem alguém para fazer a oração fúnebre, digam-lhe:
  • para não falar muito;
  • para não mensionar que eu tenho 300 prêmios, isso não é importante;
  • para não dizer o lugar onde estudei.

Eu gostaria que alguém mensionasse aquele dia em que:

  • eu tentei amar alguém;
  • eu tentei ser honesto e caminhar com o próximo;
  • eu tentei visitar os que estavam na pricisão;
  • eu tentei visitar um mendigo;
  • eu tentei amar e servir à humanidade.

Sim, se quiserem dizer algo, digam que eu fui ARAUTO:

  • arauto da justiça;
  • arauto da paz;
  • arauto do direito.

Todas as outras coisas triviais não tem importância.

Não quero deixar para trás

  • nenhum dinheiro,
  • coisas finas e luxuosas.

Só quero deixar para trás

  • uma vida de dedicação.

E isso é tudo que tenho a dizer: se eu puder

  • ajudar alguém a seguir adiante;
  • animar algém como uma canção;
  • mostrar a alguém o caminho certo;
  • cumprir meu dever de cristão;
  • levar a salvação para alguém;
  • divulgar a mensagemque o Senhor deixou... então:

"minha vida não terá sido em vão."